
A educação em saúde atravessa uma crise sem precedentes. O modelo tradicional, centrado na transmissão de conteúdos, na memorização de nomenclaturas e na reprodução de protocolos, já não responde à complexidade do século XXI.
Frente a essa crise, emerge um horizonte de transformação: metodologias ativas que deslocam o estudante de receptor a agente; tecnologias digitais que expandem o laboratório para além das paredes físicas; simulações que visualizam o invisível; e culturas maker que transformam o aprendiz em produtor de conhecimento. Mas a inovação, por si só, não garante qualidade.
Este livro argumenta que o futuro da formação em saúde depende de uma integração intencional entre pedagogia crítica, tecnologia situada e soberania educacional. Através de dez capítulos que vão do diagnóstico da crise à geopolítica da educação digital, dos fundamentos de Dewey, Kolb e Freire aos casos empíricos de plataformas globais, o autor constrói uma arquitetura conceitual robusta para pensar — e transformar — como ensinamos química, biologia, anatomia e cuidado.
Uma obra indispensável para educadores, gestores, formuladores de políticas e todos os que acreditam que formar profissionais de saúde é, antes de tudo, formar sujeitos capazes de cuidar.

Tiago Negrão de Andrade
Doutor em Mídia e Tecnologia pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), é professor universitário e autor de dezenas de artigos científicos. Atuou como diretor da Agência Expressa de Comunicação e Marketing, onde coordenou diversos projetos. Desenvolve atividades nas áreas de criação, produção gráfica, desenvolvimento web e UX Design.